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As cachoeiras da Floresta da Tijuca poderiam ter desaparecido

Hoje quem frequenta as incríveis cachoeiras do Horto, Cascatinha e das Almas, no Parque Nacional de Tijuca, talvez não imagine que um dia elas tiveram a beira do desaparecimento. Isso mesmo, tudo isso devido à exploração da região no século XVIII . Para saber mais acompanhe essa história com a gente.

O Centro de Visitantes Paineiras-Corcovado já foi o prestigiado Hotel Paineiras. Uma construção inaugurada por D. Pedro II em 1884, antes do Cristo Redentor (inaugurado em 1931), junto com o trecho Cosme Velho-Paineiras da Estrada de Ferro do Corcovado.

O mesmo foi fechado em 1980, e a partir daí houveram várias tentativas de utilizar o espaço. Em 2016, com a inauguração de Paineiras-Corcovado, o visitante do Cristo Redentor ganhou um espaço acolhedor e receptivo, que conta com restaurantes, loja e exposições

Uma delas é a exposição Floresta Protetora. O objetivo dessa exposição permanente é fazer com que os visitantes reconheçam a importância da conservação dos Parques Nacionais no Brasil. Ela conta a história do processo de idealização das políticas para Áreas de Preservação, assim como a história do Parque Natural da Tijuca, onde estamos situados.

Um passado muito diferente

Ao longo do século XVIII, a Floresta da Tijuca começou a ser desmatada para cultivo de café, cana-de-açúcar, extração de lenha e exploração de carvão.

O período de maior devastação foi no início do século XIX, por volta de 1820, quando, de acordo com os arquivos históricos do Parque Nacional da Tijuca, propriedades com lavouras que tinham entre 5 e 100 mil pés de cafés se instalaram na região. 

Consequências do desmatamento

Com o desflorestamento nas nascentes dos rios, houve sucessivos períodos de escassez de água na capital do Império.

Diante disso, em 1861, D. Pedro II declarou as florestas da Tijuca e das Paineiras como Florestas Protetoras e ordenou a desapropriação de uma extensa área ocupada por chácaras e fazendas e o replantio das partes degradadas com árvores de espécies nativas.

O processo de reflorestamento

A missão do reflorestamento foi confiada ao Major Manuel Gomes Archer, que iniciou o trabalho com seis escravos, alguns feitores, encarregados e assalariados. Em 13 anos, mais de 100 mil árvores foram plantadas.

O plantio teve continuidade nos anos seguintes e, associado ao processo de regeneração natural, formou a grande floresta existente hoje no Maciço da Tijuca.

Surge o Parque Nacional da Tijuca

Em 1961, o Maciço da Tijuca – Paineiras, Corcovado, Tijuca, Gávea Pequena, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca – foi transformado em Parque Nacional, recebendo o nome de Parque Nacional do Rio de Janeiro, com 33 km².

Seis anos depois, em 8 de fevereiro de 1967, seu nome foi definitivamente alterado para Parque Nacional da Tijuca e, em 4 de julho de 2004, um Decreto Federal ampliou os limites do Parque para 39,51 km², incorporando locais como o Parque Lage, Serra dos Pretos Forros e Morro da Covanca.

Pode-se dizer que a Floresta Tijuca está entre as áreas protegidas pioneiras no mundo, já que é mais antiga até do que Yellowstone, o primeiro Parque Nacional, criado em 1872, nos Estados Unidos.

Uma experiência incrível

Que tal conhecer ainda mais sobre a Parque Nacional da Tijuca? O Centro de Visitantes Paineiras-Corcovado, além de ser um dos acessos ao Monumento do Cristo Redentor, está no coração da Floresta da Tijuca. Venha viver a experiência completa. Clique aqui e saiba mais.

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A Paineiras Corcovado é responsável pelo transporte de vans oficiais para o Cristo Redentor e pelo Centro de Visitantes Paineiras, localizado no Parque Nacional da Tijuca. Compre seu ingresso aqui para visitar uma das 7 Maravilhas do Mundo!

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